sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Low Capacity

Queridos leitores, desculpem a demora para atualizar o blog, mas o bicho está pegando aqui. As provas começaram, acabaram, começaram de novo e eu não paro de estudar. Não tenho muitas novidades que não sejam em torno do assunto provas (boooring), mas eu vou tentar me lembrar de todas as coisas que aconteceram (ou não) nesse mês:

* Nossa rotina é sempre a mesma: acordo, vou pra escola, volto da escola, tomo banho, Bia chega com o pão quentinho, colocamos o papo em dia enquanto comemos o pão com manteiga, volto a estudar, a Bia faz a sopa dela, jantamos, conversamos mais, estudamos mais e vamos dormir.

* O diferente desse mês é o frio bizarro que está fazendo (essa semana choveu granizo!). Com esse tempo, a minha volta pra casa de bicicleta foi cancelada e a espera no ponto pelo ônibus se tornou ainda mais penosa.

* Outra diferença também é a nossa casa que está mais suja que o normal porque a nossa empregada Lenira teve que voltar para o Brasil às pressas pra visitar a mãe doente.

* Esse mês eu tive uma alergia muito doida que deixava os meus olhos vermelhos e inchados como se eu tivesse levado um soco. Fui duas vezes à dermatologista e ninguém descobriu o que era. Pensando nas coisas que poderiam estar me dando alergia, cheguei a duas possibilidades. Mudei as duas e a alergia passou. Ou seja, ou os cachecóis de tecido duvidoso que eu comprei (que eram super baratos, claaaro) estavam me dando alergia ou mudar a roupa de cama apenas uma vez por mês não faz bem a saúde (Mas sinceramente, quem tem paciência de mudar a roupa de cama? Pó tem que lavar também, mô saco. Hehehe)

* Eu fui mal em todas as provas, já consegui tirar três Cs, o que significa que se eu não recuperar as notas nas provas finais, terei um encontro com o conselho da IEXE onde eles decidirão se eu mereço continuar na escola ou não. Se a resposta for sim, eles vão me dar outra prova para eu tentar me recuperar. Ou seja, muito fudida.

* Tivemos uma festa de Thanksgiving na IESE com todos os alunos e funcionários. Todo ano nessa festa os alunos oferecem coisas para serem leiloadas durante a noite e todo dinheiro é doado para uma instituição de caridade. Por exemplo, eu e mais 7 meninas nos leiloamos! O menino que nos comprasse teria direito a um jantar feito pela gente na casa dele. Fomos vendidas por 600 euros!! Bom, eu sei que o jantar rolou a noite toda, eu bebi várias garrafas de vinho e quando me dei conta eu tinha comprado dois ingressos pra um jogo do Barcelona por 400 euros!! Do tipo “quando bebo fico rica”, sabe?

* Eu e Bia fomos na feira náutica aqui de Barcelona. Morremos de saudade do nosso querido Horus e morremos de inveja daqueles barcos enormes. Fotos:
http://picasaweb.google.com.br/Marcelle.Iglesias/SalonNautico#

* A nossa casa continua funcionando em low capacity (comentário nerd-engraçadinho).

* Morro de saudades dos meus amigos, mas tenho que confessar que certos momentos com a distância são impagáveis. Receber um email do meio da aula de Accounting com o título “aeeee, beijei na boca!!” ou com a frase “você acredita que o Camelo está comendo a Malu Magalhães?” fazem os meus dias mais felizes.

* E como eu e Bia estamos contando os dias pra voltar pra casa (20 dias), deixo aqui o videozinho que fizemos para lembrar a todos que a nossa volta é dia 19 de dezembro:
http://elfyourself.jibjab.com/view/uu3lcAhiHcry8kGO

sábado, 1 de novembro de 2008

Festa de Halloween

Mais fotos, clique aqui.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Happy Diwali

Ontem foi um dos feriados mais importantes na cultura indiana, o Diwali. O Diwali é uma festa religiosa hindú conhecida também como o festival das luzes. Durante o Diwali, celebrado uma vez ao ano, os indianos estreiam roupas novas, trocam presentes, comem um banquete, dividem doces e estouram rojões e fogos de artifício. Esse festival celebra o assassinato do malvado Narakasura, o que converte o Diwali num evento religioso que simboliza a destruição das forças do mal. É como o Natal para nós.

Os indianos da IEXE fizeram uma super festa para comemorar o Diwali e convidaram todos os amigos. Como o MBA is all about learning, lá fui eu ter uma aula da cultura indiana, que tem me encantado cada vez mais. Eu nunca acreditei quando a Julinha dizia que o pão indiano é maravilhoso, mas agora eu sei que realmente é. Alias os pães indianos são todos deliciosos. Eu tinha o maior preconceito com a culinária indiana, confesso. Não sou muito chegada a curry, muito menos comida picante, mas parece que é verdade quando dizem que comida indiana boa de verdade não é tão carregada no curry e na pimenta como normalmente se imagina. Além da comida, os indianos estavam usando as roupas típicas, que são muito bonitas, e todos aqueles acessórios. Cantaram e dançaram numa alegria só. É um povo muito unido, alegre e que valoriza muito a sua cultura. Bonito de ver. Adorei a festa!


Já sei até o que alguns vão dizer. Não, eu não estou apaixonada por nenhum indiano e, não, não acho que isso vá acontecer. São pessoas maravilhosas, com certeza, mas para por aí. :)

domingo, 19 de outubro de 2008

IEXE Rules!!

Já faz quase um mês que as aulas de verdade começaram e agora todos aqueles mitos e tudo que eu tinha ouvido falar sobre a IEXE, seja dos alunos do segundo ano ou das coisas que eu tinha lido, se confirmaram. Eu já sabia que a IEXE era competitiva, cheia de regras e rígida, mas uma coisa é saber, outra coisa é realmente viver nesse ambiente. Na verdade, sempre existiu uma parte em mim que dizia: “ah não deve ser assim tão mal.” Mas, é! É assim mesmo. Não me entendam mal, eu estou feliz, eu escolhi a IEXE exatamente por essas razões, mas confesso que mesmo pra mim, que estava esperando isso tudo, tem sido difícil se acostumar. Já no primeiro dia de aula fomos apresentados às novas regras:

- As nossas notas são ranqueadas. Independente de quanto você tira na prova, a sua nota vai depender do rendimento da turma em geral. Eles ranqueiam a turma toda, as 15 maiores notas ganham A, as 7 piores ganham C e todo mundo no meio ganha B. Se você tirar dois C seguidos na mesma matéria, ou 2 C no mesmo term, você vai a conselho e vão decidir se você continua ou não na escola.
- Mais da metade da nossa nota vem de participação em sala de aula. Os professores ganham um mapa da sala de aula com as nossas fotos e os lugares onde nós sentamos. (Nós temos lugares fixos, organizados em ordem alfabética). Com esse mapa, depois da aula, o professor faz anotações sobre os nossos comentários. Dois pontos se o seu comentário gerou discussão ou contribuiu para o desenvolvimento da aula, um ponto se você trouxe informação nova, mas que estava escrita no texto, zero ponto se você não falou nada e menos um ponto se você mostrou que não leu o texto ou quis dar uma de engraçadinho e fez um comentário inapropriado. Todas as nossas aulas são baseadas em algum caso de uma empresa e a gente fica lá discutindo o problema e tentando buscar soluções. O objetivo é juntar as opiniões de todos os alunos de todos os cantos do mundo e dos mais diversos ‘backgrounds’ profissionais e culturais. Então faz sentido que a participação seja tão importante. Porém é óbvio que uma pessoa que tem o inglês como primeira língua se sente muito mais à vontade pra dar a sua opinião que alguém que não tem. Além disso, eles formulam as frases mais rápido que a gente. Quando os professores começam as aulas e fazem a primeira pergunta do dia “qual o problema no caso de hoje?” A turma inteira está de braço levantado, com a resposta na ponta da língua e essa guerra para participar dura por 1h15 em todas as aulas.
- Se chegarmos atrasados até 15 minutos, temos que contar uma piada quando entramos, e se chegarmos mais de 15 minutos atrasados, não podemos mais entrar. Se formos faltar por qualquer razão precisamos ligar ou mandar email avisando. Não podemos levar comida e nem bebida (nem água) pra sala de aula e não podemos sair pra ir ao banheiro. É proibido levar computador pra sala de aula. Se te virem mexendo no celular, você é expulso. Em algumas aulas se o celular tocar você também é expulso ou obrigado a contar uma piada ou cantar. De maneira geral, são regras aceitáveis. Eles querem que você veja as aulas como uma reunião de emprego. Você comeria durante uma reunião de 1h15? Sairia pra ir ao banheiro enquanto alguém está apresentando as idéias? Faltaria sem avisar previamente? Ficaria mandando mensagem de texto pelo celular? Com certeza não.
- As regras variam um pouco de um professor pra outro. O mais rígido é o de Capital Markets. Durante os dez primeiros minutos de aula, esse professor faz perguntas sobre as principais matérias do Financial Times daquele dia. Nessa matéria você não levanta o braço pra participar, o professor faz ‘cold calls’, o que significa chamar qualquer pessoa pra responder. Se você não souber responder por que não leu o jornal, vai pra fora de sala. Se você mexer no jornal ou deixar o jornal à vista, você é expulso de sala também. Durante essa aula meu coração fica batendo forte durante 1h15 sem parar. No dia que eu participei da aula, eu suei tanto que cheguei em casa com cecê!
- Para nós brasileiros participar em sala de aula não é algo natural. Discordar e contestar o professor, principalmente pra mim, que fui educada no Santo Agostinho, sempre esteve fora de questão. Então posso dizer que esse tem sido o meu maior desafio. Mas confesso que quando eu consigo participar e falo alguma coisa que gera uma discussão, é um sentimento tão bom. Você sente que contribuiu e que enriqueceu a aula. Você se sente poderoso.

Tem mais um milhão de regras, que eu poderia ficar o dia todo aqui escrevendo sobre elas, mas acho que já deu pra entender mais ou menos o espírito. Eu sou a favor da grande maioria delas e apesar do choque inicial, acho que todos aprendem muito mais e andam muito mais na linha, quando o ambiente é mais rígido. Tudo bem que ninguém aqui é criança, mas um bando de solteiro junto em Barcelona, se não fosse assim ia estar todo mundo levando nas coxas. A IEXE peca em alguns pontos. Por exemplo, não estimula o trabalho em equipe e a colaboração entre os alunos. Mas é aí que entram os alunos. Durante os 50 anos da IEXE, os alunos entenderam que eles nunca iriam mudar as regras, então eles inventaram várias tradições para tentar compensar esse ambiente super sério. E eles conseguiram! Já fomos apresentados a quase todas:

- BOW (Bar of the week): Toda quinta feira o comitê que organizar o BOW manda um email pros alunos dizendo onde será o bar dessa semana e todos os alunos do primeiro e segundo ano se encontram lá. Eu confesso que não dou muita bola pra esse negócio não. Fui uma vez e achei um saco. Somos mais de 400 alunos, então qualquer bar que a gente vá, lota. E qual a graça de ficar num bar lotado, no meio da semana, cheia de coisa pra estudar, com as mesmas pessoas que eu passo o dia todo junto?
- COW (Comments of the week): Toda sexta feira o vencedor da vaquinha de pelúcia da semana anterior, faz uma apresentação de PowerPoint com todos os cinco comentários mais engraçados que foram feitos pelos alunos durante a semana. A turma vota e o eleito recebe a vaquinha de pelúcia e fica responsável por anotar os melhores comentários e fazer a apresentação na próxima sexta e assim por diante. É bem engraçado e descontrai bastante as aulas, porque pelo menos eles encontraram outra coisa pra competir.
- Annual Bar Crawl: É uma competição (claro) entre os grupos de estudo. Cada section recebe um tema e cada grupo recebe um trajeto. No dia estipulado o seu grupo deve aparecer fantasiado com o tema escolhido pra sua section e ir a todos os bares na ordem que está no seu trajeto. Em cada bar, há provas valendo ponto (claro que todas envolvendo bebidas) e no final do trajeto todos se encontram numa festa, onde o vencedor é anunciado. O nosso bar crawl foi nessa sexta. O tema da minha turma era cowboys e cowgirls. Da turma A era super heróis e da turma C era esportes. Foi com certeza o dia mais divertido até hoje. O pessoal se dedicou muito nas fantasias e as brincadeiras nos bares também foram ótimas. O mais engraçado era que no caminho de um bar pro outro, os grupos se encontravam e era a coisa mais surreal do mundo. Fico imaginando o que as pessoas na rua pensavam quando viam um grupo de bêbados vestidos de cowboys encontrando com outro grupo de bêbados vestidos de vacas. Maravilhoso. Só vendo as fotos pra entender
!




Esse é o meu grupo B9, que não venceu o Bar Crawl, mas é o melhor grupo disparado! Pra quem quiser ver mais, é só clicar na foto.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Saldo Positivo

Até agora, o saldo é:

Roupas estragadas pela máquina de lavar: 1
Copos quebrados: 2
Plantas mortas: 0
Objetos de decoração "acidentalmente" quebrados: 1
Visitas vindas do Brasil: 8
Baratas encontradas e devidamente assasinadas: 4 (!!!!!)

domingo, 5 de outubro de 2008

O fantástico Hotel Lopes & Seivalos – impressões de um visitante atípico

Primeiramente devo confidenciar que nunca escrevi para um blog, jamais tive um e há pouco tempo atrás desconhecia tal conceito. A modernidade tecnológica sofre metamorfoses tão constantes que somente a inserção de chips cerebrais parece solucionar tais eventos.

Convivi por quase um mês com a Marcelle, sou primo da Bia, estou morando em Barcelona, me entendo como um pouco de tudo e muito de nada, mas em uma definição padrão diria que minha profissão é a de Chef de cozinha e nas horas vagas filósofo, poeta, comentarista esportivo, fanfarrão, revolucionário encubado, advogado de si mesmo, crítico de política internacional, desvendador dos segredos do universo e por fim louco medicado.

Ao fim de minha odisséia no Hotel Lopes & Seivalos a Marcelle perguntou se eu não gostaria de escrever sobre esta experiência em seu blog, abaixo segue minha contribuição.

(As partes em itálicos são observações da Marcelle)

O fantástico Hotel Lopes & Seivalos – impressões de um visitante atípico

O relógio marcava por volta de quatro da tarde quando finalmente cheguei a este albergue familiar. Era o dia 14 de agosto e minha saga de 22 dias estava apenas no início. Depois de uma viagem de 36 horas, duas malas perdidas, não mais possuía o endereço de onde seria minha temporária moradia e o telefone da Bia obviamente estava anotado com uma falta de números… normal para os padrões de um bom perrengueiro. Assim como Deus ajuda os bêbados, agracia com essa mesma força os que não possuem destino. Por fazer parte de ambos os grupos toquei a campainha do apartamento naquele fim de tarde que ainda oferecia fortes raios solares de fim de verão.

M & B chegaram a Barcelona há quase quatro meses para seus respectivos MBA’s. Posso dizer que já são “minhocas” da cidade, a Marcelle possui um GPS em seu Celular Tamagoshi e a Bia se vira bem com seu mini-mapa e seguindo seus instintos na busca dos locais, quando o mesmo não funciona uma ligação para mamãe Marcelle soluciona o problema.


O apartamento também é conhecido pelos colegas de curso como maternidade, hospital e centro de alta culinária. O kit de sobrevivência das duas é diversificado, no da Bia o mais importante sem dúvida é a cerveja quase congelante. Já o da Marcelle inclui um kit de primeiro socorros dignos de observação: se o mundo entrasse em colapso sob um ataque nuclear poucos sobreviveriam é certo, aqueles que estivessem sob abrigo subterrâneo teriam mais chances, assim como os que estivessem perto da Marcelle e de sua farmácia portátil.

Outro dia em uma de nossas conversas de cigarro na varanda ela solta com espontaneidade: “nossa, passei na frente do Hospital hoje, ele é tão bonito…”, claro que nestes momentos não me seguro e a seqüência de pilhas nasce com naturalidade. Não é difícil concluir que os amigos de curso adoentados buscam auxílio a ela, ás más línguas já diziam que estava prescrevendo receitas médicas, seguidas de conselhos de repouso, alimentação moderada e etc.

Falar de tudo isso sem citar a vida noturna da cidade seria uma blasfêmia, até porque nossa amiga Marcelle tem uma lista VIP no conhecidíssimo Budah Bar, local que tive a chance de conhecer uma vez e ser barrado nas outras duas (os leões de chácara de Barcelona não gostam muito do meu estilo de se vestir).

Talvez uma das cenas mais engraçadas que presenciei foi a escolha dos “targets” de cada uma para os próximos 2 anos de curso. Sei que os mais inocentes devem estar pensando que elas se reúnem para discutir teorias financeiras mercadológicas, bem…. não exatamente. No primeiro dia do curso foram agraciadas com um “book” de fotos de todos os alunos, então verifiquei as duas revendo fotos de carinhas que eram gatos, barangos, pegáveis e os dignos de casamento com véu e grinalda. Dividiram as mulheres em categorias: caídas, mesmo nível e tops. Fizeram a matemática de quantas tops pegariam os mais gatos, quantos sobrariam para porradaria da meiuca, elegeram alvos possíveis, intangíveis e começaram a rever os conceitos dos barangos… Desnecessário a afirmação de que uma tarde inteira foi gasta nessa importante tese que por sua delicadeza mereceria um filme. (Em minha defesa, nós estávamos usando as técnicas de probablidade que eu aprendi na aula de Decision Analysis.)

Falando em filmes, certa noite Marcelle chega a casa com uma película dos irmãos Cohen que no momento me foge a memória, parecia interessante, por isso me fiz presente a sessão.
Como a Bia já tinha visto o mesmo eu e a blogueira éramos a totalidade da audiência. Após duas horas a trama termina, mas para nosso espanto não tínhamos entendido bulhufas da mensagem. Eu, conformado com minha burrice fui até a varanda confabular com um cigarro, enquanto Marcelle aparentemente havia desaparecido. (O filme era "Onde os fracos não tem vez".)


Após um longo intervalo de tempo, no qual já vislumbrava outras questões, Marcelle como num passe de mágica invade meus pensamentos e começa a explicar todo o filme, as reviravoltas, os motivos ,as teorias… enfim, ela tinha ido a internet, visto sites de discussão sobre o filme, posts, declarações do autor…, ou seja, não sossegaria enquanto não houvesse uma resposta plausível.

Plausível somente não é a mania de fumar um cigarro que não é produzido em nenhum lugar do mundo que não o Brasil. Os fumantes da platéia entenderão melhor esse “subject”. Dentre os piores cigarros produzidos no mundo existe um cujo nome é Free Light. Um tabaco de qualidade questionável seguido por um duplo filtro que impede a fumaça de chegar a seus pulmões. É como querer fumar desesperadamente, tragar com força o cigarro e vir apenas uma fração de fumaça. O cigarro logo se transforma em decepção. Pois que já tentei convencê-la a aderir a novas marcas, mas ela segue obrigando todos seus amigos vindos do Brasil a trazer pacotes e mais pacotes desse mal. Mas como dizia um amigo meu: “cada maluco em seu quadrado…”.

Muito me estenderia, pois resumismos não são uma qualidade presente no que vos escreve, mas em respeito ao tempo e o espaço findo minhas palavras. Tem coisas que o dinheiro não compra, para todas as outras MASTERCARD, Marcelle e Bia deveriam se associar a rede de cartões, alugar a sala e vender simpatia, antes do fim do curso estariam ricas e bem casadas. (Ricas estaremos com certeza, agora o bem casada é que tá difícil!!)

Esse é o meu relato.

Paulinho.

sábado, 4 de outubro de 2008

Stay Tuned

O Paulinho, primo da Bia, decidiu vir pra Barcelona de mala e cuia pra morar aqui. (Na verdade só de cuia porque as malas nunca chegaram). Enquanto ele procurava um lugar pra morar, ele ficou um tempo hospedado na nossa casa. Quando ele foi embora, eu pedi que ele escrevesse um post pra eu colocar aqui no Blog, contando sobre a 'experiência' de morar com a gente.

Então próximo post é de autoria do Paulinho.